Segundo Pete Docter (em entrevista ao Omelete – aqui), “completamente original”!
A revista Bravo, edição 145, intitulou a crítica do filme Up – altas aventuras como “um novo clássico da animação” e colocou no subtítulo uma boa explicação: “Os filmes da DreamWorks de Spielberg podem faturar mais – mas são os desenhos da Pixar, como Up – altas aventuras, que sobreviverão na prateleira dos cinéfilos do futuro”. Bom, com certeza Up – altas aventuras sobreviverá.
Depois de Monstros S.A., Toy Story (eleito melhor filme de animação de todos os tempos) e, mais recentemente, Wall-e pode-se dizer que o que vier da Pixar será bem recebido. Pode parecer estranho para alguns que um filme como Up – altas aventuras, que conta a história de um velhinho, faça tanto sucesso. Mas há um diferencial.
Carl Fredricksen (Edward Asner) é um vendedor de balões de 78 anos que está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida Ellie. Carl é o velhinho rabugento mais adorável que já vi. Além disso, é um aventureiro de primeira. A ameaça de viver num asilo o motiva, junto com o amor e a lembrança de Ellie, a cumprir uma promessa que havia feito à esposa: se aventurar na América do Sul. Carl vai e leva junto sua casa, presa a milhares de balões.
Só tem um detalhe. Russell (Jordan Nagai), um menino de 8 anos, estava na casa voadora meio sem querer e seguiu viagem com Carl. O que dizer de Russell, um Explorador da Natureza que nunca saiu da cidade? O garoto é encantador e, como diz um dos diretores, Pete Docter, é autêntico (leia a entrevista completa no Omelete). Ele não para de falar e contagia com sua alegria incondicional e seu entusiasmo.
A emoção brota da história dos personagens e na intensidade com que essas histórias são revisitadas. É impossível terminar de ver o filme e não sentir afeição por Carl e Russell e até mesmo pelo cão falante, Dug, e Kevin, a ave louca por doces. Até os mais durões choram.
O site do filme também é muito legal e tem muitas informações sobre os personagens e o filme, além das brincadeiras e o trailer oficial do filme. Um prato cheio.





Pra quem gosta de filmes franceses (e animações), vale a pena. Champion, o menino que ficou tão feliz (parte mais emocionante do filme) quando ganhou uma bicicleta, mostra que vale ter nascido só para viver esse sonho. Seja decorrente de uma foto, uma lembrança, um mistério, o doce (por vezes amargo) temperou a infância do menino mais enigmático de que tenho notícias. Direção: Sylvain Chomet.