Essa é pra quem gosta de doc. O Serviço Social do Comércio(Sesc), e a Associação de Cinema e Vídeo de Chapecó e Região (Cinelo) promovem uma mostra de documentários na próxima semana, aqui em Chapecó. Confira a programação aqui no blog da Cinelo. (Horário e local no vídeo acima! )
Atenção para dia 26, sábado que vem. Mostra do documentário Espírito de Porco, de Chico Faganello e Dauro Veras. Eles estarão presentes para conversar sobre a produção.
Eis que eu, em plena divulgação deste querido blog, recebo notícias quentinhas, como diz a professora Ilka. Bom, a produção cinematográfica na região oeste de Santa Catarina está andando de vento em popa. Mas, talvez nem tão veloz quanto a produção de suínos na região. Calma, você já vai saber o que isso tem a ver.
Amanhã, 1, a cidade de Seara será palco para a estreia do documentárioEspírito de porco, dos diretores Chico Faganello e Dauro Veras. O doc foi premiado com 60 mil reais do edital de apoio à produção da Cinemateca Catarinense / Fundação Catarinense de Cultura. Não é a primeira vez que Faganello é premiado na Cinemateca.
Renato Turnes, Dauro Veras e Chico Faganello. Foto: Lucas Barros.
De acordo com o release da produção, o título Espírito de porco “se refere a um ‘espírito’ suíno que volta ao mundo dos vivos para defender sua espécie das calúnias que sofre há milênios”. O doc é narrado por Renato Turnes, no personagem do porco. Segundo Chico Faganello, “o porco do filme não pede que as pessoas vejam as coisas como ele vê, apenas quer que o seu ponto de vista seja respeitado”.
A intenção do documentário é mostrar que a relação entre os homens e os animais que servem para a produção alimentícia (já que as agroindústrias são grandes fontes de lucro na economia da região) deve mudar. São muitas questões em pauta: a saúde, o meio ambiente, a economia, a história e a cultura da região.
Esperemos para ver. No segundo semestre deste ano, a obra será exibida em Florianópolis, mas os diretores querem distribuir para escolas, universidades e centros de pesquisa. É isso aí, não podemos deixar a ideia “passar batida” (nem a discussão).