Recentemente, assisti Sociedade dos poetas mortos (1989). Não havia visto nada sobre poesia antes de Sylvia – Paixão além das palavras (2003) e meu conhecimento sobre o assunto (poesia) não é muito vasto. Meu limite são os nomes de Shakespeare, Mário Quintana, Baudelaire, Pablo Neruda e Fernando Pessoa. Mas, ainda assim, nos útlimos anos convivi mais com a poesia e tenho visto que, assim como o cinema, é preciso senti-la presente na nossa vida. Só assim fará sentido.
Bom, não é preciso saber tudo sobre literatura para compreender como funionava o processo de criação para Sylvia Plath (vivida por Gwyneth Paltrow) na cinebiografia da escritora. Certamente os versos se unem aos sentimentos mais angustiantes que podemos ter e isso é claro em Sylvia.
A história de vida da poetisa, sua intimidade com a morte e a poesia ao mesmo tempo deixam a sensação de que a carga foi pesada para a autora. Sabemos que se trata de uma visão da diretora Christine Jeffs e não necessariamente a verdade, já que a própria filha da Sylvia Plath não gostou muito do longa sobre a vida da mãe. Não se pode esperar uma grande dimensão sobre poesia em um filme de pouco mais de 2 horas. Os próprios críticos de cinema colocam que os acontecimentos na vida de Plath foram resumidos ao extremo e se passam de forma extremamente rápida. O que o filme narra? A história de vida da autora com a própria poesia.

Robin Willians interpretando o professor Keating.
Em Sociedade dos Poetas Mortos, o professor Keating (Robin Willians) usa de poesia para fazer com que os meninos de uma escola conservadora conheçam a si mesmo e não tenham receios de pensar, expressar esse pensamento e, quem sabe, usar de literatura para isso. No final, eu não sei se essa mudança realmente acontece. Em partes sim porque eles superam vários desafios (principalmente consigo mesmo), mas é trágico. Apesar de todo o esforço do professor e a coragem dos meninos, a opressão dos pais (e da sociedade) deixa o final agonizante. Realmente, muita coisa mudou de 1960 para cá. Por isso, para uma jovem de 21 anos (eu), o final dá uma raiva.
O que vi em Sylvia e Sociedade dos poestas mortos é algo interessante: a vivência dos personagens com a poesia e não necessariamente a poesia em verso. A questão é o significado e a capacidade de criar de cada um, levando em conta a forma de vivenciar a literatura implícita desde as histórias de amor até as escolha de um caminho na vida. A grande lição diz respeito a seguinte leitura:
- Apanha os botões de rosa enquanto podes. E esta flor que hoje sorri, amanhã estará moribunda.
E a explicação:
- Em latim, o termo para esse sentimento é carpe diem.
(nesta ordem, parte do diálogo abaixo)
Aí está a dica:
No mais, aproveite o dia!
Veja uma crítica dos filmes Sylvia e Sociedade dos poetas mortos.

